domingo, 17 de abril de 2011

Tentando organizar as idéias...

Depois de tanta crise, foi hora de organizar as idéias.

Porque o grande problema é que elas eram muitas e estavam desconexas.

Então o primeiro passo foi traçar um perfil do público consumidor, do tema e de mim mesma. 

E depois cruzar as informações.

Aqui vai o resultado:

1. ANÁLISE DO PÚBLICO CONSUMIDOR

Descrever a massa do consumidor
(Idade, lugar que freqüenta, classe social, um pouco de perfil psicológico.)

- Mulheres
- Jovens maduras (não são teens) – 25 a 35 anos
- Classe B
- Renda pessoal: acima de R$ 2000,00
- Urbanas
- Solteiras
- Escolaridade: nível superior 
- Tem profissão
- Frequenta: baladas, shows, restaurantes, cinemas, livrarias, tem acesso a viagens internacionais, local de trabalho ou faculdade, happy hour.
- Gostam de:
- música
- moda
- filmes, seriados de TV
- tatuagens
- brechós
- retrô
- beleza: maquiagens, cosméticos, perfumes
- bebidas
- exclusividade
 - não são ligadas a natureza
- gostam de novidade, do avant-gard
- viagens
- artes: exposições, objetos, etc
- rock “alternativo”
- “it girls”
- internet: twitter, facebook, blogs de moda
- cultura underground
- festivais de música
- “sacanagem”
- são “mente aberta”
- fotografia
- humor
- ironia


Perfis imaginários: 
Lenise
30 e poucos anos, estilista, solteira, mora sozinha em São Paulo, gosta de gatos, tatuagens, rock, cinema, preocupa-se com os direitos dos animais, gosta de moda, de coisas retro, não gosta de praia, não gosta de exercícios físicos, gosta de shows, baladas, amigos, culinária, Sex and the City, Lost, cerveja, arte urbana.

Maria Gabrielle
22 anos, estudante de moda, solteira, mora com os pais em São Paulo, gosta de  festivais de música, Woody Allen, Quentin Tarantino, David Lynch,  Os Gêmeos (arte urbana), Vivienne Westwood (moda, ironia, sacanagem, underground), Gareth Pugh (moda, underground, dark), Maison Martin Margiela, Stella McCartney, Alexander McQueen, Clarice Lispector (literatura introspectiva), cinema(Magnólia), blogs de moda de rua, artes (MAM, MOMA), design, artes, novidades, Trendland, LOVE Magazine, cerveja, balada, Florence and the Machine, hype, Hélio Oiticica, Nylon Magazine, São Paulo, filmes de terror, Sex and The City.

Florence Welch
Londrina, 24 anos, vocalista da banda Florence and the Machine, estudou Artes Plásticas. Seu estilo é cheio de referências e mesmo assim parece super pessoal. Gosta de peças vintage, de coisas que parecem velhas e surradas. Ícones de estilo: Annie Hall, Siouxsie Sioux e Stevie Nick. Gosta de poesia. Segundo ela, escreve suas melhores músicas quando está bêbada, porque é quando a liberdade vem à tona. Seu primeiro álbum fala basicamente de amor e dor.
Florence herself is a mass of contradictions: she’s tough yet she’s terrified, a bundle of nerves and passion, of darkness and pure joy. “I feel things quite intensely, which is why the music has to be so intense. I’m either really sad or really happy, I’m tired or completely manic. That’s when I’m at my most creative, but it’s also dangerous for me. I feel I could write some good songs, or break some hearts. Or tables. Or glasses.”

As a performer she can seem fearless, but she’s also far too quick to pass judgement on herself. This is the woman, after all who got into Camberwell art college by making a huge floral sign telling herself ‘You are a twat.’ She says she’s a geek, who loses all control when in love. She’s also something increasingly rare and precious in a time of karaoke pop: an artist who has found her own, authentic voice.
“It sounds so cheesy, but I want to touch people. Not in a weird way. I just want to help them feel what I’m feeling.”

Marília Zerbinatti
23 anos, solteira com filho, estilista, mora com os pais em São Paulo, gosta de tatuagens, retrô, cultura mexicana, urbana, rua Augusta, boteco, música (La Roux, Faith No More, Kaiser Chiefs), cinema (Natural Born Killers, Clube da Luta, Bonequinha de Luxo, Lost in Translation), televisão (Family Guy, Criminal Minds, Scrubs, My name is Earl), gosta de junkie food, odeia exercício físico, pin up, Melissa.

 


2. ANÁLISE DO TEMA: Hilda Hilst

Elementos da Hilda:  

- Densidade poética
- Pouco conhecida
- Pouco compreendida
- Temperamento exuberante
- Boemia
- Mulher ousada
- Original
- Avançada para sua época
- Louca refinada
- Explosiva
- Excêntrica
- Bonita
- Reclusa
- Rebelde
- Escandalosa
- Formada em Direito
- Vivia em SP
- Contraditória
- Híbrida
- Paradoxal
- Enigmática
- Mulher de paixões e desencantos
- Difícil assimilação
- Muitas faces
- Se retirou de São Paulo, fugindo das "invasões cotidianas" e da multiplicidade de "contatos agressivos", para viver com o marido na sua fazenda perto de Campinas.

Características das obras:
- Busca esotérica
- Registro pornográfico
- Uso do obsceno
- Anarquia de gêneros (mistura de estilos, todos os gêneros se fundem)
- Fluxo de consciência
- As situações narrativas partem de situações polarizadas e evoluem na direção de implodir as duas pontas da oposição.
- Fluxo de consciência
- Incompletude das personagens (que vão proliferando em nomes esquisitos e inverossímeis, a maioria iniciada com H, sem adquirir, nelas mesmas, nenhum tipo de profundidade psicológica.)
- Obsceno
- Movimento entre o sublime e o rebaixado, do erotismo ao divino
- Crueldade
- Esquisitices
- Grotesco
- Sarcasmo
- Nonsense
- Escatológico
- Agressividade
- Imaginação frenética
- Baixeza
- Existencialismo niilista
- Metafísica
- Mística
- Intensidade
- Subjetividade, manifestação subjetiva
- Recusa do outro
- Expressiva
- Torturada
- Amorosa
- Venenosa
- Ácida
- Humorística
- Eu lírico que extravasa avassaladoramente os seus "adentros", clamando com "garganta agônica", do "limbo do lamento", tateando e sangrando, em busca de transcendência e transfiguração.
- Turbilhão verbal
- Os textos, em conjunto, visam a enunciar a totalidade do homem através da sua multiplicidade — e essa visão prismática ou caleidoscópica forçosamente teria que recorrer a todos os gêneros para exprimir-se na sua plenitude.
- Linguagem nobre e austera.
- Inocência despudorada com que invade o poço e as vísceras do homem.
- Grotesco-fantástico, o grotesco-burlesco, o grotesco-terrorífico e o grotesco-obsceno.
- Mundo casto e impudico, real e supra-real, profundamente natural e terreno e, ao mesmo tempo, alucinatório e fantasmagórico.


Características do livro escolhido: Do Desejo
- Poesia
- Compilação dos escritos: Do Desejo, Da Noite, Amavisse, Via Espessa, Via Vazia, Alcoólicas.
- Exagero emocional, intenso, absurdo.
- Fragmentação
- Liberdade em relação à linguagem
- Provocação
- Questionamentos de natureza física, psíquico e erótica e, outra, de natureza metafísica, filosófica e religiosa.
- Na obra Do Desejo, Hilda busca o conhecimento de Deus em conjunto com o conhecimento do amor terreno. Ela compara o ato sexual de gozo e prazer com a busca do ser superior, que provocaria maior e mais intenso prazer, o desejo pela busca e curiosidade seriam mais importantes do que os atos de descobrimento terrestre. Em outras palavras, o maior momento de prazer na Terra, que seria o ato sexual com a pessoa amada, para Hilda Hilst é pouco perto do deslumbramento e do mistério que é o encontro com o ser divino. Assim, o conhecimento de Deus e seu estudo gerariam um descobrimento do ser humano.
Não sabe sobre os desejos e anseios divinos, ela não conhece o que se passa no seu coração. Essa dúvida, e esse desconhecimento são comprovados pelas palavras que no poema sugerem escuridão e não clareza, como: noite, breu. A idéia que poderia sugerir luminosidade e calor seria sol, mas tal palavra assume uma idéia negativa quando acompanhada de sol de gelo. Desta maneira, a poeta faz uso das palavras noite e breu para se referir ao coração de Deus, causando uma não identificação com o Deus amigo e paciente do cristianismo, mas uma oposição, em que seu coração seria escuro, sem luz, sem calor, logo frio.
- Tudo soa como estrofes desmanchadas linha após linha, estados de consciência tão imagéticos e metafóricos, e de vez em quando umas rupturas de sentenças (soltas ou colocadas anarquicamente no texto).
- Sentimentos retorcidos, barrocos, multifacetados num vocabulário vasto e delicadamente musical.
- A riqueza e elegância de sua linguagem têm o poder de amenizar o sofrimento que abordam seus poemas, e isso é um espelho de seu espírito. Há alguém ali focado em não mentir para si próprio e ainda assim sobreviver em rachaduras de verdade. E então suas palavras tornam-se uma bandeira no aceitamento da solidão e do não-saber; uma luva, um machado, um parente distante que nos escreve para consolar.



Matrizes:




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